DIU ou Implanon: como escolher o método que combina com a sua fase de vida
Os dois são métodos de longa duração e nenhum depende de você lembrar todo dia. A diferença está em onde ficam, no que fazem com a menstruação e no momento de vida em que você está.
A pergunta chega quase sempre do mesmo jeito na consulta: uma amiga colocou o DIU e adorou, uma prima colocou o implante e não se adaptou, e você quer saber qual dos dois é o certo. A resposta honesta é que não existe um melhor no geral. Existe o que combina com a sua fase de vida, com o seu histórico e com o que você espera da sua menstruação.
O que os dois têm em comum já resolve boa parte do problema: são métodos de longa duração, funcionam por anos e não dependem de você lembrar de nada todo dia. Para quem esqueceu a pílula mais de uma vez, isso pesa mais do que qualquer detalhe técnico.
Onde cada um fica
O DIU é um dispositivo pequeno colocado dentro do útero, em consulta, sem cirurgia. Existem dois tipos: o de cobre, sem hormônio, e o hormonal, que libera uma dose baixa de progesterona direto no útero.
O Implanon é um bastão flexível, do tamanho de um palito de fósforo, colocado sob a pele do braço com anestesia local. Ele libera hormônio de forma contínua e discreta, e não se vê por fora.
O que muda na menstruação
Este é o ponto que mais define a escolha, e o que menos se conversa antes.
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Nenhum desses padrões é sinal de problema por si só. Mas se você tem cólica forte e fluxo intenso, ou se sangramento irregular seria um transtorno no seu trabalho, essa informação muda a conversa.
O que você quer que aconteça com a sua menstruação: que ela diminua, que continue igual, ou tanto faz? A resposta a essa pergunta costuma apontar o método antes de qualquer exame.
Momento de vida, não idade
Quem não pretende engravidar nos próximos anos e quer o mínimo de manutenção tende a se dar bem com os métodos de duração mais longa. Quem pensa em engravidar em um ou dois anos costuma preferir algo com retirada simples e retorno rápido da fertilidade · e nos dois casos a fertilidade volta depois da retirada, sem espera prolongada.
Amamentação, enxaqueca com aura, pressão alta, trombose na família, tabagismo e cirurgias anteriores no útero mudam as opções seguras. É por isso que a escolha não sai de um texto: sai da consulta, com o seu histórico na mesa.
Se você usa caneta emagrecedora
As canetas para emagrecimento tornaram essa conversa mais frequente no consultório. Elas retardam o esvaziamento do estômago e podem causar náusea, vômito e diarreia, sobretudo nas primeiras semanas e a cada aumento de dose. Tudo isso interfere na absorção do que é tomado pela boca, e a pílula anticoncepcional entra nessa conta.
Por isso, para quem usa caneta, o DIU e o Implanon costumam ser as escolhas mais adequadas: nenhum dos dois depende do estômago nem do intestino para funcionar, e nenhum depende de você lembrar do comprimido em um período em que o corpo já está se adaptando a outra medicação. A perda de peso também costuma vir acompanhada do retorno da ovulação em quem estava sem ovular, o que torna a contracepção confiável ainda mais importante nessa fase.
Se você já usa pílula e começou a caneta, avise na consulta. A troca de método é simples quando é planejada.
Como é a colocação
A inserção do DIU é feita no consultório e leva poucos minutos. A maioria das mulheres sente uma leve cólica no momento da passagem pelo colo, que costuma ceder em seguida; existem formas de reduzir esse desconforto, e elas são combinadas antes. A do implante é ainda mais rápida, com anestesia local no braço.
Depois, há um retorno de revisão. Nos primeiros meses o corpo se ajusta, e é comum haver escapes. Esse período de adaptação faz parte, e não significa que o método não serve para você.
Quando procurar o consultório antes do retorno
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O resumo
Não é escolher o melhor método. É escolher o que combina com a sua fase de vida, com o seu histórico e com o que você espera do seu ciclo. Chegar à consulta sabendo dessas três coisas encurta muito o caminho.
Na consulta de planejamento familiar os métodos são comparados com o seu histórico, e a decisão é tomada junto.
